October 2010
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às vezes, parece que a coisa empena e o perfume da açucena vira cinza de carvão. mas sou feito mato na beira do rio, não me escondo ao desafio, nem me entrego nunca não. sou filha do mar e na maré mansa, basta um riso, uma esperança, pra meu peito consertar. sou filha do mar e na maré cheia, tiro o barco a areia, vou-me embora navegar.
embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.
“dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.”