December 2011
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Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer,...
“(…) Sobre a nossa tão única, tão particular, tão adolescente mania de cantar alto e gritar muito e bater portas e chorar por horas e rir por dias inteiros e querer fugir para um lugar distante onde só haja nós dois, uma coleção de livros e cds e um infinito de silêncios para serem descobertos e decifrados. Querer fugir para um lugar distante onde o mundo só gire por nós dois. Sobre a nossa mania...
De perto eu não quis ver que toda a anunciação era vã Fui saber tão longe, mesmo você viu antes de mim que eu te olhando via uma outra mulher E agora o que sobrou? - Um filme no close pro fim Num retrato-falado eu fichado, exposto em diagnóstico Especialistas analisam e sentenciam: oh não!
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“Meus irmãos colecionavam selos, moedas, borboletas e revistas. Eu, silêncios. A brisa se mistura ao cheiro das lembranças. É como se eu estivesse regressando. Posso brincar lá fora? O pampa é meu pátio. Como dói a porta fechada por dentro. Não ter para onde ir é uma forma de sempre chegar.”
Quero uma odisseia Meu conto que seja um canto pros leais O advento do alento Eu quero o tempo que reateia Aquele primeiro amor dos casais Quero ver fumaça a trapaça e a traição Se a dor se torna raiva nunca passa a aflição Estou farto de vinganças - coração!